João Pessoa, 24 de Março de 2017

11 de Janeiro de 2017

Planalto busca nome do PMDB para assumir Secretaria da Juventude

Planalto busca nome do PMDB para assumir Secretaria da Juventude

 Com  a exoneração do secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, nesta terça (10), o Palácio do Planalto passou a buscar um novo nome para ocupar o cargo e, segundo apurou o G1, o objetivo do governo é encontrar o substituto entre os quadros do PMDB (veja mais abaixo quem são os cotados).

Bruno Júlio, que é do partido, deixou o comando da secretaria após dizer na semana passada, em meio à crise no sistema carcerário do país, que "tinha era que matar mais" e "tinha que fazer uma chacina por semana", ao se referir às mortes de cerca de 100 presidiários após rebeliões em penitenciárias nos estados de Amazonas e de Roraima. A declaração foi dada à coluna do jornalista Ilimar Franco, de "O Globo".

Ainda não há confirmação oficial, mas, segundo assessores do Palácio do Planalto, o governo poderá anunciar o nome do novo secretário ainda nesta quarta (11). Entre os cotados, dizem assessores de Temer, estão: Francisco de Assis Costa Filho, presidente nacional da Juventude do PMDB; Felipe Piló, do Núcleo Jovem do PMDB-MG; Bruno Gabriel, do Núcleo Jovem do PMDB-SP; e Roberta Pires Ferreira, secretária-adjunta nacional de Juventude, do PMDB-BA.

Embora o PSC negue oficialmente estar interessado no cargo, o G1 apurou no Palácio do Planalto que o partido tem pleiteado a vaga deixada por Bruno Júlio. A legenda, dizem assessores do governo, tenta emplacar no posto o presidente nacional da Juventude da sigla, Samuel de Oliveira.

A queda de Bruno Júlio

Embora a exoneração de Bruno Júlio só tenha sido publicada nesta terça, o secretário de Juventude já havia pedido demissão na última sexta (6). A saída dele do cargo ocorreu poucas horas após ele afirmar à coluna do jornalista Ilimar Franco que "tinha era que matar mais", após ser questionado sobre os massacres em presídios de Amazonas, onde mais de 60 presos foram mortos, e de Roraima, onde mais de 30 foram mortos.

A declaração do então secretário gerou um desgaste para ele e para o Palácio do Planalto porque, naquele mesmo dia, pela manhã, o governo havia convocado a imprensa para anunciar os detalhes do Plano Nacional de Segurança, com o objetivo de combater a criminalidade nos presídios. O plano foi apresentado como uma resposta às rebeliões e mortes nas penitenciárias.

G1.com.br



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