João Pessoa, 27 de Abril de 2017

11 de Janeiro de 2017

Varejo paraibano registra maior expansão do país

Varejo paraibano registra maior expansão do país

As vendas do comércio varejista da Paraíba fecharam o mês de novembro com expansão de 11% sobre o mesmo mês do ano de 2015, maior taxa de crescimento do país, segundo informou a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, o país registrou um tombo de 3,5% nas vendas. Apenas seis unidades da federação, incluindo a Paraíba, apresentaram resultados positivos (SC; RR; RS; PR e SE), mas com índices bem abaixo do Estado paraibano como é o caso, por exemplo, de Santa Catarina que ficou em segundo lugar na taxa de expansão no volume de vendas com alta de 4,2%. É o segundo mês consecutivo positivo que o varejo paraibano na pesquisa do IBGE apresenta alta, mesmo o país atravessando um forte quadro de recessão econômica. Em outubro, a Paraíba havia se destacado nas vendas do varejo nacional ao ter apresentado alta de 0,8% na comparação sobre o mesmo mês do ano anterior, o que representou a segunda melhor taxa entre as unidades de federação, enquanto o país havia amargado um forte recuo de 8,2% nas vendas. Em relação ao desempenho sobre mês de outubro, na série livre de influências sazonais, a Paraíba registrou também forte crescimento do varejo em novembro (3,8%), alcançando a segunda maior taxa de crescimento entre as 27 unidades da federação, atrás apenas de Tocantins (6%), que tem base mais fraca de comparação. A média da Paraíba ficou bem acima do país (2%) e dos Estados do Nordeste como maiores taxas nesse tipo de comparação: Bahia (1,8%), Sergipe (1,4%), do Rio Grande do Norte (1,2%) e de Pernambuco (1%). No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos, motos, partes e peças de material de construção, a variação da Paraíba não apenas foi positiva, mas também expressivas com alta de 3,2%, também a maior taxa do país, que amargou na mesma comparação de novembro de 2016 ante o mesmo mês de 2015, queda de 4,5%. Além da Paraíba, apenas os Estados de Roraima (2,9%); Rondônia (2,1%) e Paraná (1,6%) apresentaram índices positivos no comércio varejista ampliado. Além da melhora ou estabilidade de alguns índices como desemprego, confiança e a queda da inflação, a gerente de Serviços e Comércio do IBGE, Isabela Nunes Pereira, disse que “a estabilidade do pagamento dos servidores públicos do Estado, da União e dos principais municípios” também contribui com os resultados do varejo. Segundo dados do PIB da Paraíba do Ideme/IBGE, mais de um terço das riquezas geradas na Paraíba vêm da administração pública e os salários em dia têm uma relação direta com o desempenho do varejo. O desempenho de novembro reduziu fortemente a taxa negativa no acumulado do ano no varejo paraibano. As vendas que estavam acumuladas negativamente em 3,2% até o mês de outubro, nos onze meses até novembro do ano passado caíram para 1,9%, deixando a Paraíba, Minas Gerais (-1,5%) com as menores taxas de queda do país ao lado de Roraima (1,2%), único Estado com taxa positiva no ano. Já o país amarga uma forte queda de 6,4% em onze meses no volume de vendas.

Taxa de crescimento do comércio varejista de novembro

Unidade da Federação

 

Taxa de crescimento de novembro sobre o mesmo mês de 2015 em %

PARAÍBA

                 11%

Santa Catarina 

 

                 4,2%

Roraima

 

                1,7%

Rio Grande do Sul 

 

                 1,1%

Paraná 

               0,4%

Sergipe

               0,2%

Minas Gerais 

 

              -0,9%

Maranhão

             -3,3%

São Paulo

 

             -3,4%

BRASIL  

              -3,5%

Mato Grosso do Sul

               -4%

Acre

               -4%

Espírito Santo

              -4,8%

Goiás 

 

               -5,4%

Tocantins

 

 

              - 5,4%

Alagoas

             -5,5%

Rio G. do Norte 

             -5,7%

Distrito Federal

            -5,8%

Ceará

             -6%

Pernambuco

             -6,4%

Rio de Janeiro 

            - 6,8%

Piauí

             -7,3%

Bahia

              -7,5%

Rondônia

 

              -7,7%

Amazonas

               -9,1%

Amapá 

             -10%

Mato Grosso 

              -12%

Pará

 

             -13,7%

PMC/IBGE


Secom



Enviar Comentário

O portal PB Agora esclarece aos internautas que o espaço democrático reservado aos comentários é uma extensão das redes sociais e, portanto, não sendo de responsabilidade deste veículo de comunicação. É válido salientar que qualquer exagero, paixão política e infrações à legislação são de responsabilidade de cada usuário, que possui sua própria conta na rede social para se manifestar, não tendo o PB Agora gerenciamento para aprovar, editar ou excluir qualquer comentário. Use o espaço com responsabilidade.