João Pessoa, 23 de Outubro de 2017

16 de Fevereiro de 2017

PM pai de jovem vítima de latrocínio desabafa sobre impunidade

PM pai de jovem vítima de latrocínio desabafa sobre impunidade

Policial Militar pai de jovem vítima de latrocínio, em JP, desabafa sobre impunidade da legislação


O sargento B. Silva, do 8º Batalhão da Polícia Militar do município de Itabaiana, que é pai da jovem morta, na noite de ontem, terça-feira (15), vítima de latrocínio, no bairro de Tambiá, em João Pessoa, desabafou, em entrevista à rádio CBN João Pessoa, nesta quinta-feira (16), sobre a impunidade da legislação no tocante a punição aos responsáveis pela pratica de crimes.

Além de pedir ajuda à população para, mesmo que seja através de denúncia anônima, para dar pistas sobre o paradeiro dos acusados, ele fez uma apelo para que a legislação penal seja mais rígida.

Para ele, o atual código penal contribui com a impunidade, já que muitos criminosos voltam às ruas pelas mãos da própria justiça e ficam aptos a cometerem novos crimes, na certeza de que não serão punidos pela lei.

“A gente nunca espera acontecer com a gente, mas nos dias de hoje a gente vê a fragilidade das leis, isso dá medo, pois meliantes como esse são presos e no mesmo dia, devido à audiência de custódia, voltam às ruas. Por isso eles não têm medo. Não hesitam e cometem outros crimes com outras pessoas, infelizmente isso é o que acontece hoje em dia”, desabafou.

O militar está em João Pessoa, onde acompanha a liberação do corpo da filha, e as buscas pelo paradeiro dos acusados, a fim de fazer uma prisão em flagrante. Ele contou como recebeu a notícia sobre a morte da filha e disse que ontem mesmo veio à Capital para tomar as providências do caso.

“Eu estava de serviço ontem, no oitavo Batalhão, quando o motorista do ônibus ligou para minha outra filha informando do fato. Ela comunicou a mãe dela, que logo após me ligou também me comunicando sobre o ocorrido. Entrei em contato com o policiamento de João Pessoa, que estava a frente do serviço o tenente Santana, do começo ao final da ocorrência, então entrei em contato com meu comandante, e ele concedeu que uma guarnição viesse comigo até o local do fato. Chegando lá conversei com o tenente Santana e com a testemunha que estava junto com a minha filha...”

“Ela falou que as estavam indo lanchar em uma padaria bem próxima, quando percebeu a atitude suspeita de dois homens em uma moto Bros, de cor branca. Eles passaram olhando e fizeram a volta repentina. Ela disse que notou algo estranho, que poderia ser um assalto e correu. Ela gritou para que minha filha também corresse, mas os bandidos foram mais rápidos.

A amiga se dirigiu a uma localidade, pediu ajuda a um senhor, quando o senhor se levantou para ajudar, ouviram o disparo...”

“Os bandidos levaram a bolsa, tentaram arrancar o relógio do pulso, mas não conseguiram, e o celular não levaram, porque ficava escondido na calça. Eu acho que foi por não conseguir tirar o relógio do pulso, na medida da violência, efetuaram o disparo no ouvido esquerdo da minha filha”, contou.

Além de fazer faculdade no período da noite, a vítima também fazia o técnico em radiologia pela manhã e estagiava no Hospital de Itabaiana durante a tarde.


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PB Agora



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