João Pessoa, 25 de Maio de 2017

16 de Março de 2017

Reino Unido proíbe que deputados contratem parentes

Reino Unido proíbe que deputados contratem parentes

O Reino  Unido proibirá que os novos deputados contratem parentes ou sócios em negócios como assistentes, de acordo com as novas regras anunciadas nesta quinta-feira, coincidindo com o escândalo que abala a campanha da eleição presidencial francesa.

A Autoridade Independente de Normas Parlamentares (IPSA) do Reino Unido adotou as mudanças em uma versão atualizada do regulamento sobre os gastos dos parlamentares.

"Pensamos que empregar pessoas próximas não responde às práticas modernas que exigem uma contratação justa e aberta para estimular a diversidade", declarou a presidente da IPSA, Ruth Evans.

A decisão da IPSA foi anunciada pouco depois de o candidato conservador à presidência francesa François Fillon ter sido indiciado por um caso de empregos supostamente fictícios para sua esposa e dois de seus filhos.

A medida adotada pela IPSA entrará em vigor após as próximas eleições legislativas, previstas para 2020. Os deputados que empregam familiares poderão fazer isto até esta data, destacou a IPSA, uma comissão criada após o escândalo dos gastos parlamentares pagos pelos contribuintes em 2009.

Atualmente, 151 deputados de um total de 650 empregam um membro de sua família, entre eles 84 deputados conservadores, 50 trabalhistas e 10 do partido separatista escocês SNP, de acordo com a IPSA.

Desde 2010, os deputados têm o direito de contratar apenas um parente e cada contratação é minuciosamente examinada pela IPSA para evitar "qualquer acusação de emprego fictício".

Muitos deputados se declararam contrários à medida. A IPSA "compreende a necessidade de ter pessoas de confiança, mas considera que estas pessoas não devem ser necessariamente familiares".

G1.com.br




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