João Pessoa, 17 de Agosto de 2017

16 de Março de 2017

Carta-bomba explode no FMI e fere um

Carta-bomba explode no FMI e fere um

 Uma pessoa ficou gravemente ferida nesta quinta-feira ao abrir uma carta-bomba que explodiu em um escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Paris. A vítima, uma assistente da direção da organização, teve queimaduras nas mãos e no rosto pelo explosivo caseiro e, segundo o governo, agora está entre a vida e a morte. Anteriormente, a polícia havia dito que ela havia sofrido apenas ferimentos leves. O presidente francês, François Hollande, chamou o episódio de um atentado, e a França acionou o seu alerta de terrorismo.

Em sua conta no Twitter, o departamento de polícia de Paris informou que uma operação estava em andamento nos escritórios do FMI e do Banco Mundial, que foram esvaziados. A explosão não provocou danos ao edifício, onde estavam cerca de 150 funcionários, mas os relatos são de que os estilhaços chegaram ao teto. O local fica entre o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel, dois importantes pontos turísticos da capital francesa. Não está claro quem enviou a carta.


— É um atentado. Não há outra palavra — disse Hollande. — Devemos buscar todas as causa e encontrar os culpados. Nós o faremos com obstinação e perseverança até o fim.


A investigação foi confiada à polícia judiciária parisiense, enquanto a polícia científica já se encontra trabalhando no local. O pacote havia sido endereçado ao chefe do escritório europeu do FMI, segundo fontes policiais, e, por isso, quem o abriu foi a sua assistente. Autoridades disseram à imprensa francesa que havia um cilindro preto dentro do pacote.


— A princípio, não vimos nada, nem sequer gente correndo ou gritando. Apenas nos demos conta do que se passava quando os policiais chegaram de repente — disse Vanessa, de 29 anos, que trabalha em frente ao escritório do FMI.


A chefe do FMI, Christine Lagarde, condenou a explosão e chamou o episódio de "um ato covarde de violência".


— Eu condeno este covarde ato de violência e reafirmo a decisão do FMI de continuar a trabalhar em linha com nosso mandato. Nós estamos trabalhando de perto com as autoridades francesas para investigar este incidente e garantir a segurança dos nossos funcionários — disse Lagarde.


Segundo o chefe da polícia parisiense, Michel Cadot, a carta-bomba era um explosivo caseiro. Ele relatou que, nos últimos dias, foram registradas ameaças pelo telefone. No entanto, ainda não está claro se estes episódios têm ligação com a explosão no FMI.


O incidente, apenas seis semanas antes das eleições presidenciais, ocorre no momento em que um grupo militante grego, Conspiração das Células de Fogo, reivindicou a responsabilidade por uma bomba enviada ao ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, na quarta-feira. O pacote, que foi descoberto no setor de correios do ministério, continha uma mistura geralmente utilizada para a produção de material pirotécnico, segundo indicou a polícia. De acordo com um porta-voz da polícia, também foi encontrado "uma espécie de detonador".


O FMI está envolvido em discussões entre a Grécia e seus credores internacionais a respeito do desembolso de novos empréstimos a Atenas, conforme um pacote de ajuda econômica.


Enquanto isso, no mesmo dia, um tiroteio em uma escola na cidade de Grasse, na França, deixou vários feridos, informou a polícia francesa nesta quinta-feira. Autoridades não comentaram por enquanto se existe uma possível relação entre os dois episódios.


A França permanece em estado de emergência depois de uma série de ataques extremistas islâmicos mortais nos últimos dois anos.




Foto: Philippe Wojazer

O Globo



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