João Pessoa, 21 de Outubro de 2017

16 de Março de 2017

Turquia vê possibilidade de 'guerra religiosa'

Turquia vê possibilidade de

Em meio ao conflito diplomático aberto entre a Turquia a Alemanha e a Holanda, o ministro de Relações Exteriores turco, Mevlüt Cavusoglu, advertiu hoje (16) sobre uma possível "guerra religiosa" na Europa, segundo a agência estatal de notícias turca Anadolu. Ao mesmo tempo, o presidente turco, Recep Erdogan, denunciou outra vez um "novo nazismo" e acusou a Europa de voltar "aos dias anteriores à Segunda Guerra Mundial". As informações são da agência alemã DPA.

Falando para seguidores na cidade de Sakaria, no oeste do país, o mandatário turco criticou duramente a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia de que as empresas podem proibir em determinadas circunstâncias que suas empregadas usem o lenço islâmico.

"Meus queridos irmãos, há começado uma batalha entre a cruz e a meia lua (símbolo do Islã). Não pode haver outra explicação", disse Erdogan. Além disso, ele acusou a Holanda pelo massacre de Srebrenica, na Bósnia. "Sua democracia é uma vergonha", disse, e ressaltou que a Holanda "pagará" por proibir seus ministros de realizar atos em território holandês.

"Ei, Rutte, teu partido venceu as eleições, mas deves saber que perdeste um amigo como a Turquia", afirmou Erdogan, em referência à vitória do primeiro ministro holandês Mark Rutte nas eleições ontem. O chefe de governo da Holanda já havia rechaçado as acusações turcas, que qualificou de inaceitáveis e de uma "deplorável falsificação da História".

Do mesmo modo, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da França, François Hollande, rechaçaram hoje as acusações lançadas por membros do governo turco contra ambos os países. Os mandatários mantiveram uma conversa telefônica em que concordaram que "as comparações com o nazismo e outras declarações contra a Alemanha e outros Estados são inaceitáveis", comunicou o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert.


Agência Brasil

Foto: Presidência da Turquia/Divulgação



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