João Pessoa, 28 de Abril de 2017

18 de Abril de 2017

JP apresenta maior índice de excesso de peso do NE

JP apresenta maior índice de excesso de peso do NE

 João Pessoa apresentou o maior índice de prevalência de excesso de peso da região Nordeste e o terceiro maior do Brasil, em 2016, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. No ranking regional, a capital paraibana empatou com Natal, ambas apresentaram o percentual de 56,6%, ou seja, mais da metade da população pessoense possui excesso de peso. Logo em seguida está Fortaleza (56,5%) e Aracaju (55,7%). Em nível nacional, João Pessoa ficou atrás apenas de Rio Branco (60,6%) e Campo Grande (58%).

Em todo o Brasil, os casos de excesso de peso cresceram 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. A pesquisa também revelou que o número de obesos cresceu 60% nos últimos dez anos no país. Enquanto o percentual de brasileiros com a doença em 2006 era de 11,8%, em 2016 ele passou para 18,9%.

Em João Pessoa, o índice de obesos ficou acima da média nacional, atingindo 21,7% da população. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade colabora para a maior prevalência de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. O índice de prevalência do diagnóstico de diabetes para a capital paraibana foi de 7,2%. Esse foi o terceiro menor resultado entre as capitais da região Nordeste, deixando João Pessoa atrás apenas de Teresina (6,8%) e São Luiz (6,8%). A capital com o maior índice do Nordeste foi Natal, com 10,1%.

O estudo também indicou que a hipertensão arterial atinge 25% da população adulta do Brasil. João Pessoa é a 5º cidade do Nordeste com a maior prevalência da doença, com 25,6%. A capital do Nordeste com o maior número de incidência da doença foi Recife, com 28,4%, logo em seguida está Salvador (27,4%) e Natal (26,9%).

Por outro lado, a notícia boa é que o brasileiro passou a ter hábitos mais saudáveis, como o consumo de refrigerante ou suco artificial, por exemplo, que diminuiu nos últimos nove anos. Enquanto em 2007, 30,9% dos brasileiros faziam uso desses produtos, em 2016 esse percentual caiu para 16,5%. As atividades físicas também passaram a fazer parte do cotidiano de parte da população do país. Em 2009, 30,3% da população fazia pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana, enquanto em 2016 passou para 37,6%.

Redação com Vigitel



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