João Pessoa, 25 de Setembro de 2017

18 de Abril de 2017

Reforma da Previdência pode produzir queda da taxa de juros

Reforma da Previdência pode produzir queda da taxa de juros

O  presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse durante evento nesta terça-feira (18) em São Paulo que a Reforma da Previdência é fundamental para o bom desempenho da economia brasileira à frente e que pode levar à queda da taxa básica de juros no Brasil.

“O Brasil é um dos poucos países do mundo com uma agenda de reformas intensa. Isso reduz a perspectiva de risco. Será importante para a sustentabilidade da inflação e a queda da taxa de juros estrutural da economia”, disse.

Segundo ele, o trabalho do BC tem sido efetivo para combater a inflação, citando que a taxa ficou em 10,7% em dezembro e caiu para 4,6% em março, o que ele chamou de “queda relevante”.

As perspectivas de inflação do próprio mercado, por meio do Boletim Focus, segundo ele, encontram em torno de 4,1% para 2017 e de 4,4% para 2018, e de 4,25% para os outros anos. Já o Copom projeta 4,1% para 2017 e 4,5% para 2018.

O presidente do BC acredita que haverá uma evolução favorável no cenário da inflação. “Em 2017, a taxa acumulada em 12 meses deve permanecer abaixo da meta”, disse. Nesse cenário, segundo ele, a taxa de juros cai para 8,5% em 2017.

Flexibilização monetária Segundo Goldfajn, há riscos para que esse cenário. Os fatores são cenário internacional incerto, aprovação e implementação das reformas da previdência e trabalhista, choque de oferta favorável de alimentos, que é positivo e faz com que os preços caiam, e a recuperação da economia.

“Mas o cenário básico do Copom prescreve antecipação do clico da flexibilização da política monetária”, disse. Ele lembrou que a taxa Selic foi reduzida para 11,25% ao ano, com queda de 1 ponto percentual. Goldfajn disse que o grau de antecipação de ciclo desejado depende por um lado da evolução da conjunta econômica e por outro dado das incertezas e fatores de risco que ainda pairam na economia. “É importante ancorar as expectativas antes de iniciar o ciclo de precificação monetária, e não o inverso”, disse.

Taxa de juros real Goldfajn ressaltou que as taxas de juros reais, que são os juros nominais menos a inflação, também estão em queda no país. “Quando você olha uma taxa de juros pré-fixada em 12 meses, quando o governo financia em 12 meses, é uma taxa que hoje quando desconta a inflação chegou a alcançar, em setembro de 2015, 9%. A situação acalmou e ao longo de 2016 a taxa de jutos real caiu para 7%”, afirmou.

O presidente do BC disse que desde o final de 2016 caiu novamente e hoje alcança 4,6%. “Os juros [reais] na economia estão hoje entre 4,5% a 5,3%”, afirmou. Segundo ele, esse patamar é baixo para patamares históricos.

“Nós podemos fazer mais e dependerá de avanços que levem à diminuição da taxa de juros estrutural da economia”. Segundo ele, dependerá de eficiência, produtividade, perspectiva da política fiscal, reformas, qualidade das políticas econômicas. “Tudo isso vai nos ajudar a reduzir essa taxa estrutural, notadamente a reforma da previdência”, disse.

Questionado sobre qual a meta ideal de inflação para o país, o presidente do BC limitou-se a informar que em junho de 2017 o Conselho Monetário Nacional vai decidir a meta para 2019.

G1.com.br



Enviar Comentário

O portal PB Agora esclarece aos internautas que o espaço democrático reservado aos comentários é uma extensão das redes sociais e, portanto, não sendo de responsabilidade deste veículo de comunicação. É válido salientar que qualquer exagero, paixão política e infrações à legislação são de responsabilidade de cada usuário, que possui sua própria conta na rede social para se manifestar, não tendo o PB Agora gerenciamento para aprovar, editar ou excluir qualquer comentário. Use o espaço com responsabilidade.