João Pessoa, 28 de Abril de 2017

19 de Abril de 2017

Lava Jato: planilhas mostram datas de "repasses" a Cássio

Lava Jato: planilhas mostram datas de

 Lava Jato: Planilhas entregues por delatores mostram datas dos repasses feitos a Cássio


O Paraíba Já teve acesso a detalhes da petição elaborada pela Procuradoria-Geral da República para justificar o pedido de instauração de inquérito para investigar o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), acusado de ter recebido R$ 800 mil da construtora Odebrecht durante a campanha eleitoral de 2014, por meio de caixa 2.

A instauração do inquérito foi solicitada pelo procurador Rodrigo Janot com base nas delações do ex-executivos da Odebrecht, Alexandre José Lopes Barradas e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis.

“De acordo com estes colaboradores, em meados de 2014, entre os meses de março e setembro, na cidade de Brasília (DF), o Senador Cássio Cunha Lima solicitou R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) da Odebrecht Ambiental, via intermediário de suposto nome ‘Luís’, ainda não completamente identificado. O pedido foi autorizado pelos executivos daquela empresa”, argumenta Janot.

“Alexandre Barradas, com prévia autorização de Fernando Reis, afirma ter negociado e pago o valor de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) ao Senador e então candidato ao governo do Estado da Paraíba Cássio Cunha Lima, esperando futura contrapartida em obra de saneamento a ser realizada naquele Estado”, acrescenta o procurador-geral da República.

Na petição, Rodrigo Janot sustenta que ficou comprovado, através de planilhas entregues pelos delatores, que o senador Cássio Cunha Lima recebeu os R$ 800 mil em duas parcelas de R$ 400 mil, sendo a primeira entregue no dia 22 de maio de 2014 e a segunda no dia 04 de setembro do mesmo ano.

“Afirma ainda Fernando Reis que, para a realização do pagamento, pediu a Eduardo Barbosa, pessoa de sua confiança e que desconhecia o beneficiário e a motivação do pagamento, que o ajudasse a atender ao pleito de Alexandre Barradas. Por fim, registra ainda que, para esse pagamento, foram adotados os codinomes de ‘Trovador’ (R$ 400 mil) e ‘Prosador’ (R$ 400 mil), ocorrendo a entrega dos valores a um preposto do senador, cuja identidade o colaborador desconhece, em um hotel em Brasília”, enfatiza o procurador, que arremata: “as planilhas constantes dos Anexos 6A e 6B (TC n2 6 de Alexandre Barradas),2 retiradas do Sistema “Drousys” de pagamento de propina da Odebrecht, demonstram a veracidade das declarações do colaborador”.





Paraibaja





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