João Pessoa, 22 de Julho de 2017

17 de Maio de 2017

Suspeito de burlar lei, preso na Gabarito apela para "direito" em depoimento

Suspeito de burlar lei, preso na Gabarito apela para "direito" em depoimento

Suspeito de burlar a lei, PRF preso na Operação Gabarito apela para "direito" em depoimento

Suspeitos de burlar concursos públicos em vários estados do país, infringindo a lei, o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Marcus Vinicius Pimentel dos Santos, apontado como terceiro na linha de comando do grupo investigado pela Operação Gabarito, da Polícia Civil, recorreu a lei para se eximir das respostas, durante interrogatório.

Segundo o delegado Lucas Sá, um dos responsáveis pela operação, o agente não forneceu informações e “dificultou ao máximo as investigações” durante o depoimento prestado na noite da terça-feira (16) na Central de Polícia de João Pessoa.

Marcus se apresentou na 4ª Vara Criminal da capital, acompanhado de advogados, sem o uso de muletas, mas ao chegar à Central de Polícia, fazia uso de uma bengala, o que causou estranheza ao delegado.

Pelas investigações, o suspeito – que de acordo com documentos de contabilidade do grupo lucrava cerca de 25% dos ganhos – não falou nada e respondia que falaria apenas à Justiça.

“Ele não falou absolutamente nada [durante o depoimento], não nos informou nada. Foi indagado sobre várias provas obtidas e informações que já temos comprovadas, mas sempre na resposta informava que iria permanecer em silêncio e que só ia se pronunciar na Justiça”, afirmou Sá.

Marcus ainda é suspeito de aprovar a filha, Mayara Rafaelle Nascimento Pimentel, em primeiro lugar no curso de Medicina em uma faculdade privada de João Pessoa utilizando-se da fraude no processo seletivo, além de aprovar a esposa, Iara Gabrielle Correa Pimentel, em vários concursos públicos da mesma maneira.

O nome de Iara, por exemplo consta entre as nomeadas do concurso da UFPB. Ela, juntamente com KAMILLA MARCELINO CRISOSTOMO DA SILVA e VICENTE FABRICIO CAVALCANTE BORGES, ambos presos na Operação Gabarito por terem fraudado concursos e ingressado ilicitamente em cargos públicos ainda aparecem em um mandado de segurança no Tribunal Regional Eleitoral para retificação de gabaritos de provas, a fim de modificarem suas classificações. VEJA Decisão Monocrática nº 51/2016

PROCESSO : MANDADO DE SEGURANÇA Nº 143-07.2016.6.15.0000 - Classe 22.

PROCEDÊNCIA: João Pessoa-PB

RELATOR: Exmo Juiz Tercio Chaves de Moura

ASSUNTO: MANDADO DE SEGURANÇA - CONTRA ATO -PRESIDENTE DO TRE/PB - FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) - CONCURSO PÚBLICO -

PROVIMENTO - CARGOS -PERTENCENTES - QUADRO - PESSOAL - TRE-PB - PEDIDO DE CONCESSÃO DE LIMINAR

IMPETRANTE: VICENTE FABRICIO CAVALCANTE BORGES

ADVOGADO: LEILAH LUAHNDA GOMES DE ALMEIDA

IMPETRANTE: IARA GABRIELLE CORREA PIMENTEL

ADVOGADO: LEILAH LUAHNDA GOMES DE ALMEIDA

IMPETRANTE : KAMILLA MARCELINO CRISOSTOMO DA SILVA

ADVOGADO: LEILAH LUAHNDA GOMES DE ALMEIDA

IMPETRADO : EXMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRE/PB

IMPETRADO: FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC)

Vistos, etc.





PB Agora

 



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