João Pessoa, 20 de Setembro de 2017

09 de Julho de 2017

PMCG já estuda transferência do São João para outro lugar

PMCG já estuda  transferência do São João para outro lugar

 Projetado há 34 anos pelo poeta Ronaldo Cunha Lima, o Maior São João do Mundo, pode sair do Parque do Povo no próximo ano, o que tem deixado os comerciantes apreensivos.

A empresa Aliança, que este ano geriu o evento, alega que o São João cresceu em tomou dimensões grandiosas, não comportando mais a multidão de turistas e forrozeiros que acorre para o Quartel General do Forró no mês de junho. Os 42 mil metros quadrados do Parque do Povo, estaria pequeno para comportar a festa junina da cidade.

Aós a mudança de layout no Parque do Povo para a edição 2017, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB), já estuda a possibilidade de transferir o local de realização da festa do Parque do Povo para uma outra área da cidade, possivelmente a partir do ano que vem. As especulações aumentaram depois que a prefeitura comprou o antigo Clube dos Caçadores. O secretário de Planejamento, André Agra,  negou que a prefeitura estivesse pensando em transferir a festa junina de local, mas já admite que estuda a possibilidade de um novo espaço.

"A secretaria participou de um projeto de planeamento de 20 anos e foi ventilada a ideia de criar uma cidade de eventos. A determinação do prefeito foi de estudo, a equipe tem pré-projetos, mas ainda falta a conclusão para o prefeito decidir se muda ou não. A gente tem necessidade de uma expansão de área, não significa dizer que deixaremos de cultuar o parque do povo, mas é necessário expandir os espaços. A perspectiva é criar uma cidade de eventos para o ano todo", disse o secretário.

A transferência do Maior São João do Mundo do Parque do Povo para outra área da cidade poderia significar a transferência do Sítio São João do local onde ele é montado atualmente, no bairro do Católé, para o PP, conforme confirmou o idealizador do espaço, o vereador João Dantas.

"Se por acaso o prefeito Romero entender e montar o Sítio São João numa área maior para poder atender uma demanda maior da população, o Sítio poderia ser montado no espaço (Parque do Povo). Mas vai depender também do entendimento, de conversas e de interesse mútuo", disse João Danas, em entrevista à Rádio Caturité AM.

Só que a possibilidade de saída do São João do Parque do Povo, não tem agradado aos comerciantes. A maioria é contra a mudança, e alega que a festa junina nasceu e cresceu em função dos comerciantes que no mês de junho passam as trinta noites no Parque, vendendo as comidas e bebidas típicas. Sem eles, a festa não teria o mesmo sucesso.

“O São João começou com os comerciantes. Nós há mais de 30 anos ajudamos a tornar essa festa grandiosa” observou uma comerciante que pediu para não se identificar. Este ano, a Associação dos Comerciantes do Maior São João do Mundo, emitiu uma nota repudiando a atitude de um patrocinador e ao mesmo tempo, pedindo a permanência da festa no Parque do Povo.

“São aproximadamente 400 comerciantes, entre restaurantes, bares, quiosques e ambulantes que se instalam na festa, sendo 15 dias de montagem da estrutura e 30 dias de festa. Os milhões de forrozeiros que visitam o evento come e bebem nos pontos comerciais que instalamos no evento. Somos a porta de entrada e saída do mesmo”, assinou o presidente da Associação, Lucinei Cavalcanti. Lucinei afirmou que quase 400 comerciantes atuaram no Parque do Povo este ano, entre pontos fixos e vendedores ambulantes, e citou que três pontos precisam ser revistos pela empresa realizadora do evento, a Aliança.

Em entrevista a Rádio Caturité, Cavalcanti manifestou o seu posicionamento contrário ao monopólio da obrigatoriedade de compra em um só distribuidor. Outros pontos avaliados pela associação, segundo Lucinei, foram a variedade dos produtos, o espaço do depósito e a competitividade vista pelo patrocinador da festa. Ele afirmou que o patrocínio deve existir para que haja a exposição da marca e não para instalar uma competição direta com os comerciantes do local.

– Nós, barraqueiros, somos otimistas e terminamos essa edição esperando que no próximo ano os erros cometidos este ano sejam corrigidos. Muito mais do que jogar pedra, estamos prontos para ajudar a corrigir – reforçou, defendendo a permanência do evento no Parque do Povo.

Severino Lopes

PB Agora



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