João Pessoa, 21 de Julho de 2017

09 de Julho de 2017

Falta de cuidados com a visão leva milhares à cegueira total

Falta de cuidados com a visão leva milhares à cegueira total

 Amanhã, 10 de julho, é comemorado o Dia Mundial da Saúde Ocular. Sendo um dos sentidos mais importantes, a visão requer alguns cuidados e, antes de tudo, a prevenção é fundamental. Embora a realização de exames preventivos regularmente não seja um hábito muito cultivado, muitas pessoas têm problemas de visão e não sabem, o que pode prejudicar a situação e levar até mesmo à cegueira. Tomando- se os devidos cuidados, desde o nascimento, as principais doenças da visão podem ser evitadas.

“Levar as crianças para fazer exames oftalmológicos deve ser rotina na vida dos pais”. É o que afirma o médico oftalmologista e responsável pelo setor de Oftalmologia da Maternidade Frei Damião, Luiz Antônio Trigueiro. Esse cuidado se torna ainda mais importante ao verificar os dados do levantamento ‘Condições de Saúde Ocular no Brasil’, realizado pelo Conselho de Oftalmologia. De acordo com o documento, 29 mil crianças cegas devido às doenças oculares poderiam ter sido tratadas precocemente e evitado a perda da visão.

Segundo Luiz Trigueiro, a atenção com a saúde ocular deve acontecer durante todas as fases da vida. Tem início na gestação, nos cuidados com a mãe durante o pré-natal, e nos recém-nascidos submetidos ao ‘teste do olhinho’, capaz de detectar, ainda na maternidade, doenças da visão. No entanto, doenças mais sérias podem ser diagnosticadas com exames específicos e consultas ao oftalmologista.

Depois, as avaliações são semestrais até os dois anos de idade, na sequência, são anuais ou a cada dois anos. “Ainda quando a criança é bebê, já é possível diagnosticar se há, por exemplo, catarata e glaucoma congênitos. Um pouco mais tarde o retinoblastoma, um tumor maligno que pode causar a morte ou grande dificuldade de enxergar, pois não permite o desenvolvimento da visão”, alerta Trigueiro. Todavia, “os problemas mais comuns na visão são os vícios de refração, em que as pessoas necessitam de grau, como a hipermetropia, astigmatismo, miopia e estrabismo”.

Sintomas como ardência, lacrimejamento, piscar em excesso, dores de cabeça, coceira nos olhos e dificuldade na escola são sinais de alerta. “Algumas crianças que não enxergam bem têm dificuldades na alfabetização, não têm um bom desempenho escolar e podem ter diagnóstico de déficit de atenção. Um exame oftalmológico de rotina feito num momento correto pode vir a ser determinante no desenvolvimento, no aprendizado e até no futuro da criança”, lembra o especialista.

Redação



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