João Pessoa, 20 de Setembro de 2017

10 de Julho de 2017

HU Lauro Wanderley só vai atender pacientes de municípios pactuados com a Prefeitura de João Pessoa

HU Lauro Wanderley só vai atender pacientes de municípios pactuados com a Prefeitura de João Pessoa

 O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), de João Pessoa, está programando o fim do atendimento a pacientes que não sejam regulados pela prefeitura da Capital. Uma vez concretizada a mudança, cerca de 67 mil pessoas deixarão de ser atendidas, por ano, entre internações e procedimentos ambulatoriais. Segundo a direção, a medida está sendo tomada porque 30% dos pacientes atendidos atualmente no hospital são enviados por municípios do interior do Estado que não têm pactuação com a Capital. Dessa forma o HU não recebe a verba pelo atendimento e tem entrado em dificuldade financeira, com um déficit mensal de R$ 1 milhão na contabilidade. A realidade reclamada pela direção do HU é facilmente percebida.

Basta passar na frente hospital para perceber a grande quantidade de ônibus, vans e carros adesivados com nomes de prefeituras, que levam pacientes diariamente para atendimento na unidade. Segundo a direção, o hospital se mantém com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), repassados pela Prefeitura de João Pessoa e do projeto de Reunificação dos Hospitais Universitários (Rehuf) do Governo Federal.

A dona de casa Edileusa Pregentina, 32 anos, mora em Araçagi, no Agreste, e a cada dois meses acompanha a mãe de 72 anos para atendimento com um endocrinologista no HULW. Ela informou que na cidade onde reside não há tratamento adequado para a mãe e precisa recorrer ao Hospital Universitário. “Lá não tem hospital para fazer esse acompanhamento. Então a gente vem para cá porque a prefeitura de lá encaminha para tratar aqui. Isso já faz cinco anos. Há alguns meses ela precisou de outro tipo de atendimento. Ela estava com alteração nos rins e fez os exames corretamente”, revelou.

Sem ser da Capital, mas pertencente à Região Metropolitana, o pintor Ariovaldo Ribeiro Fagundes, 47 anos, que reside em Santa Rita, precisou fazer uma ultrassom na manhã de ontem. Ele a esposa informaram que no município não há como fazer esse tipo de exame. “Como não tem, a prefeitura marca para fazer aqui em João Pessoa”, frisou, acrescentando que, como moram próximos da Capital, eles não são transportados por ônibus da prefeitura de Santa Rita.

O superintendente interino do HULW, Ângelo Melo, explicou que o hospital não tem serviço de urgência e emergência. Diante disso, todo paciente deve ser atendido mediante a regulação da prefeitura da Capital, para que o hospital possa receber o dinheiro do atendimento, através de repasse feito pele prefeitura. “Aquelas longas filas na recepção do ambulatório não eram para existir. Todas aquelas pessoas vêm consulta marcada (sem regulação), procurar atendimento de forma espontânea. Muitos deles têm doenças graves, motivo pelo qual não recusamos atendimento. Mas, para que isso aconteça sem prejuízo ao HU, os municípios têm que fazer pactuação de procedimentos com João Pessoa. Daí eles repassam o dinheiro para a prefeitura da Capital, que nos repassa em seguida. Sem a regulação, essas pessoas entram aqui, são atendidas e nós não recebemos um centavo sequer”, disse.

Redação



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