João Pessoa, 19 de Novembro de 2017

13 de Julho de 2017

Estudantes pedem autonomia e fim da greve da UEPB

Estudantes pedem autonomia e fim da greve da UEPB

 O reitor em exercício da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), professor Flávio Romero Guimarães, recebeu essa semana uma comissão de estudantes que vieram pedir o apoio da Reitoria na luta pelo fim da greve dos docentes, que já dura três meses, bem como reforço na luta pelo cumprimento pleno da Lei da Autonomia. Cerca de 30 estudantes de diversos câmpus da Instituição, liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), foram recebidos por Flávio Romero.

O grupo de estudantes destacou que não estava apenas pedindo o fim da greve, mas defendendo a Universidade e reivindicando que o Governo do Estado respeitasse a Lei da Autonomia da UEPB. “Esse é um direito nosso, garantido pela Assembleia Legislativa, e nós vamos cobrar. Agora precisamos do apoio da Reitoria para cobrar o respeito a autonomia da UEPB”, destacou o estudante do curso de Relações Internacionais e secretário do DCE, Rique Peres. Outros estudantes como Luiz Gervázio, que faz parte da diretoria do DCE, e Rafael de Ângelis, do Centro Acadêmico de Direito, também fizeram intervenções.

O reitor em exercício ouviu atentamente os apelos dos estudantes, elogiou a iniciativa e reafirmou que a Reitoria sempre esteve aberta ao diálogo com os sindicatos que representam os docentes e os técnicos administrativos da Universidade. Flávio ressaltou que a representação dos estudantes sempre foi convidada para participar das reuniões, sendo que a pauta específica com reivindicação dos discentes será tratada com os estudantes, pois não poderia ser debatida com o movimento grevista dos docentes.

Sobre a autonomia, o reitor em exercício lembrou que recentemente a Reitoria não teve outra alternativa a não ser entrar com uma ação contra o Estado como forma de garantir o repasse dos recursos conforme previsto pela Lei de Orçamento Anual (LOA) e pela própria Lei de Autonomia. Ele também lembrou dos investimentos feitos pela Reitoria na assistência estudantil, mas deixou claro que essa política pode passar por ajustes, de forma negociada com os discentes.

Flávio Romero classificou como um ato político rico e oportuno a manifestação dos estudantes e ressaltou que a comissão estava representando mais de 20 mil alunos. “Essa manifestação é extremamente oportuna, sobretudo pela forma como foi colocada. Não é voltar de qualquer jeito, mas retomar as aulas ainda em defesa da autonomia”, destacou, acrescentando que esta semana a Reitoria conclamou os comandos de Greve dos docentes e técnicos para firmarem um “pacto solidário” em favor da Instituição, no sentido de fortalecer o movimento.

Ele refirmou a posição da Reitoria de defender a suspensão da greve para abrir o diálogo com o Governo do Estado, visto que a força política do movimento carecia de vigor. “A estratégia da Reitoria foi e continua sendo de trabalhar politicamente pelo fim da greve”, concluiu.

Redação




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