João Pessoa, 19 de Novembro de 2017

14 de Julho de 2017

Reforma Trabalhista divide sindicalistas e representantes de setores comerciais e empresariais

Reforma Trabalhista divide sindicalistas e representantes de setores comerciais e empresariais

Aprovada essa semana no Senado, o projeto da Reforma Trabalhista tem dividido sindicalistas e representantes de setores comerciais e empresariais da Paraíba. O presidente do Sindicato dos Bancários de Campina Grande e Região, Rostand Lucena, disse que a reforma vai gerar perdas para os trabalhadores.

Em entrevista a Rádio Caturité AM, ele defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho, e disse que alguns mitos precisam ser quebrados, como o mito de que a CLT é uma lei ultrapassada.

Ele explicou que o projeto aprovado no Senado modificou vários itens da CLT.

Rostand ressaltou que os sindicatos que não aprovavam a reforma por conta do fim do imposto sindical devem saber que o imposto dos sindicatos tem uma cota destinada ao Ministério do Trabalho, em 15%.

Ele disse ainda que os trabalhadores que não possuem carteira assinada agora vão passar para a condição de terceirizados, com menos direitos que o trabalhador registrado.

– A reforma vai levar a uma redução no número de trabalhadores com carteira assinada para o aumento de trabalhadores terceirizados, cujas condições são uma falácia – frisou.

Ele destacou que a lógica do capital vai ser a de que ganha quem tem mais força e destacou que o papel da Justiça do Trabalho consiste em equilibrar a relação entre empregador e empregado.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL - Com outra visão, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, Marcos Procópio, avaliou que a reforma trabalhista é apenas um passo no avanço que o país precisa.

Em entrevista também na Rádio Caturité AM, ele ressaltou que é preciso haver uma reforma tributária para que a economia consiga ser “desatravancada”. Marcos afirmou que o Brasil está há trinta anos sem conseguir avançar e citou que é preciso uma mudança urgente para que o país se amolde às competições que existem entre os países.

– A gente precisa avançar e fazer com que as leis criadas se adequem ao sistema moderno. Nenhum direito foi retirado, mas flexibilizado. É um avanço pequeno dentre os muitos que precisam ser feitos – enfatizou.


Severino Lopes

PB Agora



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