João Pessoa, 21 de Setembro de 2017

14 de Setembro de 2017

Curso de Fisioterapia da UEPB forma profissionais generalistas

Curso de Fisioterapia da UEPB forma profissionais generalistas

 Os corredores estão sempre movimentados. Nas salas de aula, os futuros fisioterapeutas buscam os conhecimentos teóricos que o ajudarão no exercício da profissão. O conteúdo é atual. A grade curricular segue rigorosamente as exigências das diretrizes nacionais do Ministério da Educação (MEC) e, há menos de um ano, um novo e arrojado projeto pedagógico foi implantado, tornando ainda mais atrativo o curso.

Quando não estão nas salas de aula, os estudantes estão na Clínica Escola, nos laboratórios ou envolvidos nos mais de 20 projetos de extensão que ajudam a aliviar dores e gerar saúde e melhor perspectiva de vida aos paraibanos. São mais de 350 estudantes matriculados, ganhando conhecimento transmitido por 33 professores, muitos deles com Mestrado e Doutorado. O prédio, com toda uma infraestrutura e equipamentos que favorecem o aprendizado, se transformou em um grande laboratório dos futuros fisioterapeutas.

Pioneiro na Paraíba e prestes a completar 40 anos de existência, o curso de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) é hoje referência no que diz respeito a excelência na formação acadêmica e qualidade nos serviços de saúde prestados gratuitamente à população. Instalado no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Câmpus de Campina Grande, o Bacharelado tem recebido o reconhecimento dos mais respeitados organismos de avaliação do país.

Quatro estrelas no Guia do Estudante da Editora Abril, uma das publicações com mais credibilidade do Brasil, e conceito 4 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do MEC, o Bacharelado em Fisioterapia vive um momento de conquistas. O bom resultado nesses dois indicadores confirma o nível de excelência do curso em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.

A professora Márcia Darlene Bezerra de Melo e Silva, atual chefe do Departamento de Fisioterapia, conhece o curso desde o seu nascedouro, no final dos anos 1970. Ela integrou a turma pioneira do curso, em 1978. Estava na sala de aula no primeiro dia de funcionamento do curso, compondo a primeira de inúmeras turmas que surgiram ao longo de 39 anos. Da turma pioneira, apenas três professoras seguem no curso: Márcia Darlene, Maria de Lourdes Oliveira (Lourdinha), que atualmente coordena a Clínica Escola, e a professora Suzana Furtado.

De ex-aluna a coordenadora do curso, até a chefia do Departamento, Márcia comemora com sorriso indisfarçável a concretização do sonho dos pioneiros em ver o curso se tornar em nível de excelência. A docente enfatiza que o Bacharelado em Fisioterapia forma alunos que hoje atuam em diversos estados do Brasil com muita competência. Por isso, é um curso muito bem conceituado. “Sempre o estudante de Fisioterapia da UEPB foi bem diferenciado. O nosso curso se aproxima muito de Medicina. Muitos alunos chegam pensando na Medicina, mas logo desistem e permanecem na Fisioterapia”, conta. Ela ressalta que o curso sempre foi pioneiro em suas áreas de atendimento em especialidades como urologia, cefaleia, geriatria, traumotorpedia, no cardiorrespiratório e na neurologia.

Coordenador do curso, o professor Dásio José de Araújo Pereira enfatiza que o Bacharelado forma generalistas, visto que os alunos saem com ampla visão sobre a área. Para ele, um conjunto de fatores contribuíram para o bom desempenho nos guias avaliadores. “Recebemos essa notícia com muito orgulho, o que mostra que estamos no caminho certo. Os nossos alunos podem atuar em qualquer área da Fisioterapia. Eles são generalistas e saem preparados para trabalhar em qualquer área. Temos uma boa estrutura de laboratório e uma docência qualificada”, destaca o professor. Sobre as mudanças na composição curricular, Dásio salienta que o curso de Fisioterapia da UEPB tem procurado atualizar o seu currículo, aprimorando alguns conteúdos considerados importantes para a vida dos estudantes.

Edgley Pereira da Silva, Karoline Andrade Gonzaga e João Paulo Nogueira são alunos do 7º período. Nos últimos anos, a rotina dos três é se revesar entre a sala de aula, os atendimentos na Clínica Escola e o empenho nos projetos de pesquisa. Os três estão se preparando para as futuras provas do Enade e ficaram felizes com os bons resultados do curso que escolheram. “Nós ficamos muito felizes. Mesmo com a universidade passando por um período de crise, é bom saber que o curso que escolhemos é bem avaliado. Sabemos da qualidade do curso e do esforço dos professores. Sem contar a nossa grade curricular que tem mais recursos”, frisa Karoline.

Para João Paulo, a composição curricular é um dos diferenciais do Bacharelado em Fisioterapia. Ele ressalta que a conceito 4 no Enade aumentou a responsabilidade dos alunos que estão prestes a concluir o curso. “Essa nota do Enade traz uma responsabilidade muito grande para nós que estamos no 7º período, porque depois desse conceito, todos querem ver o curso com o conceito máximo”, diz.

Atuação na Clínica Escola

Obrigatoriamente, os alunos de Fisioterapia da UEPB avaliados pelo Enade passam pela Clínica Escola do curso. Com atendimento considerado de excelência, a Clínica é um grande laboratório que ajuda os futuros profissionais da área a aprimorar técnica e conhecimentos, ficando aptos para o exercício da profissão. Por semestre, mais de 150 alunos passam pela Clínica, nas práticas das disciplinas pré-profissionalizantes, nos projetos de pesquisas e extensão, além estágios.

Os estágios Supervisionados em Prática de Fisioterapia I e II, realizados na Clínica e nos hospitais, possibilitam aos alunos o contato com um ambiente que reproduz o futuro espaço do trabalho. Coordenadora da Clínica Escola, a professora Lourdinha Oliveira destaca que o curso foi estruturado para os alunos conhecerem a Clínica desde o primeiro período, já a partir da disciplina “Fundamentos da Fisioterapia”.

Referência em vários serviços, a unidade atende pacientes com problemas de saúde nas áreas de neurologia adulto e infantil, cardiorrespiratório, traumortopedia, reumatologia, geriatria, além da parte da saúde da mulher e do homem que envolve ginecologia, obstetrícia, mastologia e urologia. A Clínica Escola de Fisioterapia funciona de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e tarde, e chega a realizar quase dois mil procedimentos. Aulas de hidroterapia, postura, alongamento, Escola de Postura e a Oficina de Massagem Terapêutica fazem parte da rotina do curso. De acordo com a professora Lourdinha Oliveira, o resultado do Enade e do Guia do Estudante atesta a qualidade dos projetos e pesquisas de extensão desenvolvidos por estudantes e professores do curso.

Equipamentos e laboratórios

Biofeedback por eletromiografia e Estimulador Magnético Transcraniano são alguns dos equipamentos existentes no curso, usados pelos estudantes nas aulas práticas. Entre as pesquisas, destaques para a “Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMTr) em indivíduos portadores de Migrânea Crônica”, que tem obtido resultados satisfatórios através da redução da intensidade e número de crises de migrânea.

O estudo é desenvolvido no Laboratório de Neurociências e Comportamento Aplicadas (LANEC). A técnica usa o aparelho Estimulador Magnético Transcraniano para ajudar a combater as enxaquecas e dores de cabeça. Outra pequisa desenvolvida pelo LANEC e também usando o aparelho Estimulador Magnético Transcraniano, tem contribuído para a melhoria motora de pessoas que sofrem com lesão medular. Dos mais de 20 projetos de extensão em andamento no curso, destaque ainda para “Neurosard Alzheimer: cuidado do paciente com demência e seu cuidador”, coordenado pela professora Valéria Ribeiro Nogueira Barbosa.

Redação com assessoria



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