Em “A geração ansiosa”, o psicólogo social Jonathan Haidt analisa como a infância hiperconectada e exposta às redes sociais está causando uma epidemia de transtornos mentais. Aqueles nascidos após 1995, chamados de Geração Z, integram a maior parte dessa “geração ansiosa”.
Dois fatores contribuíram para a ansiedade dessa geração: 1) Após 1980, os pais se tornaram superptotetores de seus filhos: compartilhamento de medo social e uma atitude excessivamente protetora dos ambientes sociais criaram uma geração sem autonomia e com medo.
2) A geração Z chegou à puberdade no momento do crescimento e difusão das pressões causadas pelas redes sociais. Meninas e meninos dessa geração sofreram as maiores pressões sociais já experimentadas. Em resumo, a epidemia ocorreu devido à superproteção no mundo real e subproteção no mundo virtual.
Os dados indicam que houve um declínio considerável da saúde mental dos adolescentes a partir de 2010. Houve uma “Grande Reconfiguração” entre 2010 e 2015, mudando a sociabilidade, os comportamentos e as emoções dos adolescentes e das crianças.
Houve uma ascensão do medo e inibição das experiências. Adolescência e infância no celular aumentaram os índices de ansiedade e problemas como privação social e do sono, fragmentação da atenção e vícios. A vida no celular também degradou a espiritualidade de toda uma geração.
É preciso se conscientizar para lidar com essa epidemia. Por exemplo, é preciso incentivar uma vida fora do celular, proibir celulares nas escolas e promover mais experiências no mundo real e menos vida virtual. É também fundamental refletir e cuidar dos hábitos virtuais.