Raphinha durante a partida entre Brasil e Uruguai pela Copa América Créditos: Reprodução X Conmebol
Hoje faz dez anos do fatídico 7 a 1. A nocauteada seleção brasileira nunca mais se reergueu. O time brasileiro passa por um conflito de identidade: técnico após técnico, o que é a seleção brasileira? O time se tornou um aglomerado de nomes famosos sem uma identidade comum de jogo vencedor.
Faz um pouco mais de dez anos que uma rígida polarização política brasileira passou a dar o tom das disputas nacionais. Desde os protestos de 2013, o campo político brasileiro se tornou um campo de batalha de identidades. Sem bem comum, o brasileiro entrou no campo político de sua seleção e a política virou tudo ou nada. Ou é 7 ou é 1.
Ainda que a polarização seja esperada em uma democracia, quando a disputa política começa a operar sob uma lógica futebolística, tem-se uma “guerra” entre cidadãos que compartilham do mesmo país e de suas crises.
Para os políticos, é bom e confortável que os cidadãos entrem nas discussões políticas como em um jogo de futebol. O político, que se beneficia de uma estreita polarização, opera como se fosse um técnico de time: garante a si mesmo apoio incondicional de sua base para vencer o oponente.
Tal político valoriza a criação e manutenção de bolhas narrativas em que os cidadãos passam a ver o oponente como inimigo. Porém, a manutenção da lógica do 7 a 1 leva à perda do bem comum. Assim como na seleção, se não há um mínimo propósito e identidade, os indivíduos começam a operar isolados, cada um jogando seu jogo.
O país não cresce, a produtividade continua baixa, a educação não melhora, as mesmas elites continuam onde sempre estiveram, o gasto público continua elevado, a insegurança pública se dissemina… Se o Brasil continuar em uma rígida polarização sem lidar com grandes temas nacionais, o resultado será sempre o mesmo: 7 a 1 contra todos os brasileiros.
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