Imagem: reprodução / ChatGPT Image
A trajetória da dívida pública brasileira é sinistra! O atual governo prevê que, em 2027, o crescimento de despesas obrigatórias pode paralisar o governo do país. Isso porque os gastos obrigatórios são tão elevados que podem inviabilizar as despesas discricionárias.
Na prática, teríamos uma paralisia do Estado para investimentos, políticas públicas e imprevistos. Em um cenário assim, pode começar a faltar dinheiro até para despesas obrigatórias. Isso aconteceu com a Argentina que começou a parcelar salários de funcionários, demitir, restringir direitos sociais, etc.
Quais são os motivos para esse estado de coisas? 1) A Constituição brasileira não cabe no orçamento: o Brasil tem que encarar o fato de que criou uma Constituição com tantas obrigações e gastos para o Estado que, além de sufocar a classe média com taxações, é financeiramente inviável para um país com baixa produtividade.
2) O Estado brasileiro é um dos mais engessados do mundo: independentemente de governo, existem inúmeros percentuais carimbados nas despesas públicas, como com saúde, educação, previdência, emendas parlamentares, que impedem qualquer governo de tomar medidas voltadas ao investimento de longo prazo.
3) O Brasil está há décadas com governos que gastam mais do que arrecadam: o Brasil se acostumou a viver no cartão de crédito da dívida pública, de modo que sucessivos governos gastam mais do que arrecadam, sendo o custo da dívida altíssimo inviabilizando o funcionamento do país.
Só um exemplo do cenário financeiramente caótico: para 2026, a previsão de gastos com benefícios previdenciários deve passar de R$ 1,1 trilhão, um aumento de 12% em relação a 2025. Em um ano, um aumento de 12% só com previdência! É óbvio que a situação é insustentável.
Ou o Brasil passa por uma profunda reforma que acabe com privilégios e diminua o tamanho do Estado ou o caminho é se tornar uma Argentina que, de forma traumática, tem precisado de uma motosserra para voltar a funcionar.
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