O 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba realizou nesta quinta-feira um encontro com o comando responsável pela segurança dos jogos do Campeonato Paraibano, a fim de capacitar os policiais no que diz respeito a entrada de explosivos nas praças esportivas do Estado. A reunião de instrução acontece uma semana após a tragédia no estádio de Oruro, na Bolívia, quando um garoto de 14 anos foi morto ao ser atingido por um sinalizador disparado durante o jogo entre San José e Corinthians, válido pela Copa Libertadores da América.
A partir de agora, segundo o Coronel Ameida Martins, a polícia vai agir com mais rigor e cuidado com o que está previsto no Estatuto do Torcedor, que proíbe terminantemente a entrada de fogos de artifício ou quaisquer outros engenhos pirotécnicos nos estádios brasileiros.
– Já fazíamos uma fiscalização antes mesmo de acontecer o incidente com o torcedor boliviano. Mas, a partir de agora, estamos com atenção redobrada e vamos cumprir a lei. Realmente aconteceram falhas em alguns jogos, mas acontece que este é um trabalho principalmente de conscientização dos torcedores, que precisam entender que não podem entrar com este tipo de material – explicou.
A polícia, inclusive, pretende trabalhar também com ações preventivas. Segundo Coronel Almeida, o batalhão pretende reunir as torcidas organizadas de João Pessoa para realizar atividades educativas.
– Este é também um processo de transformação cultural dos torcedores. Eles estão acostumados a levar bombas, fogos, garrafas para o estádio. Então precisamos realizar também ações preventivas para que se adequem, porque a lei existe e precisa ser cumprida. Estamos fazendo um cronograma de atividades e em breve as torcidas serão convocadas para participarem de uma reunião de instrução – revelou.
Histórico de problemas
Apesar de o Estatuto do Torcedor já proibir desde 2010 entrada de fogos de artifícios nos estádios brasileiros, esta regra nunca foi respeitada na Paraíba. No clássico entre Auto Esporte e Botafogo-PB pelo Campeonato Paraibano deste ano, o uso de sinalizadores no Estádio da Graça, em João Pessoa, provocou um início de incêndio na beira do gramado, com o fogo sendo apagado pelos próprios jogadores.
Campina Grande também vai cumprir lei
O coronel Souza Neto, comandante do 2º Batalhão de Campina Grande, também avisou que não vai tolerar a entrada de fogos de artifícios nas dependências do Estádio Amigão e do Estádio Presidente Vargas. A fiscalização, de acordo com ele, já acontecia em cima do que prevê a lei. No entanto, a tragédia de Oruro motivou o policiamento a agir com mais cuidado.
– Vamos continuar fazendo nosso trabalho forte e fiscalizador para o bem da sociedade,
principalmente depois da tragédia que aconteceu na Bolívia. Inclusive, antes disso, no jogo entre Campinense e Santa Cruz, apreendemos cerca de 3 kg de explosivos. O mesmo trabalho será feito no jogo de domingo contra o Fortaleza – adiantou.
G1
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