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‘Caciques’ da oposição iniciam luta por sobrevivência política

QUEDA DE BRAÇO: ‘caciques’ da oposição deixam diplomacia de lado, exteriorizam ‘racha’, trocam farpas e iniciam luta por sobrevivência política

O que era para ser algo discreto, salutar e amistoso, tornou-se azedo, público e descabido. Usamos todos os adjetivos para evidenciar o racha vivido por duas importantes figuras da oposição paraibana – o ex-governador José Maranhão (PMDB) e o deputado federal Manoel Júnior (PMDB), que travam uma grande guerra nos bastidores para ser o nome do PMDB na disputa eleitoral em João Pessoa no ano que se avizinha.

O jogo de alfinetadas foi iniciado pelo deputado federal Manoel Júnior (PMDB) que já fez mais de duas dezena de plenárias pelos bairros populosos de João Pessoa e ainda não conseguiu ultrapassar a casa dos 8% das intenções de voto até agora, Júnior alfinetou o seu ‘ainda’ aliado com uma proposição inusitada.

“Na ultima vez que estive com ele que nós fizemos um pacto de fazer uma pesquisa qualitativa e não a quantitativa, obviamente uma pessoa que governou o Estado por três vezes aparece sempre na frente, no quesito rejeição eu tenho vantagem significativa”, atacou.

Manoel Júnior mostrou-se incomodado com a espera.

“Fica essa dualidade da nossa candidatura com a de Maranhão por conta dessa indefinição. Por mim essa definição ainda seria no ano de 2011”, alertou.

Mostrando que governa o PMDB com mão de ferro, Zé Maranhão rebateu as insinuações do antigo aliado.

“Nunca ouvi falar desse tipo de pesquisa (qualitativa) por mim essa definição seria para ontem, precisamos ter critérios objetivos para a escolha, já nos reunimos muito e discutimos o assunto muitas vezes”, rebateu.

Por fim, o ‘cacique’ da política paraibana, ‘aniquilou’ as pretensões de Manoel Júnior.

“Em todas as pesquisas eu saio vitorioso, essa é uma realidade no PMDB”, pontuou.

Nesta terça-feira, Manoel Júnior lançou um manifesto cobrando uma maior ‘democracia’ no PMDB.

Portanto a ‘guerra’ entre Zé Maranhão e Manoel Júnior, está deflagrada, ao ponto que poucas vezes ousam se insurgir contra a liderança do ex-governador, resta saber se Manoel Júnior continuará a ter coragem de peitar o antigo ‘coronel’ sob pena de mergulhar no anonimato político, resta saber se o ex-prefeito de Pedras de Fogo terá clima e estomago para permanecer no partido comandado por uma família a décadas, sob pena de ter engolir e digerir um ‘sapo’ do tamanho de João Pessoa.

As apostas estão feitas. E você amigo internauta, qual a sua opinião sobre a disputa? Opine no espaço destinado aos comentários.

 

Henrique Lima

PB Agora

 

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