O ser humano é, antes de tudo, dual. Ele flutua entre uma opinião e outra buscando certezas que, de forma filosófica, não existem de maneira definitiva. O que determina suas convicções estão pautadas em valores culturais e ideológicos adquiridos ao longo da vida.
Porém, há, também, a arte do “enganar”. Do engodo, sim; aquele chamariz para convencer o próximo, pautado em uma retórica oportunista para dar legitimidade a um discurso conveniente às suas aspirações. Essa é a essência humana bem definida por Maquiavel em sua aclamada obra denominada “O Príncipe”.
E nessa alameda vil existe a política partidária, na qual muitos aproveitam dos pensamentos frágeis de uma sociedade ou categoria para alavancar interesses pessoais. E, em caso recente, observo o comportamento pouco atraente do deputado estadual Cabo Gilberto (PSL) em insuflar parte da tropa ligada à Polícia Militar da Paraíba contra o governador João Azevêdo (Cidadania).
É claro! O parlamentar tem suas virtudes, mas vem utilizando um discurso visivelmente eleitoral e agressivo, havendo como ponto focal boa parte dos policiais militares paraibanos para reagir contra o Estado, algo grave, cuja disciplina e hierarquia são alicerceares básicos para as forças de segurança. Para Cabo Gilberto, antes do diálogo, vem o grito, algo pouco democrático.
Dito tal fato, o deputado insiste em transgredir algumas normativas da força pública que está vinculado, embora licenciado por ter cargo eletivo legitimente conquistado pelo voto direto. Luta, ele, contra supostas perdas da categoria implementadas pelo Executivo paraibano, algo que será discutido em janeiro de 2022, estando na mesa apaziguadora João Azevêdo e entidades representativas da PM e Corpo de Bombeiros.
Na pauta, assuntos como paridade e integralidade para ativos e inativos, reajuste salarial e outros temas ligados à categoria militar. E nesse maremoto seguido de uma ordem unida deficitária, surge a figura do ex-governador Ricardo Coutinho (PT), pré-candidato a uma vaga no Senado no pleito de 2022, que tenta aproveitar eleitoralmente da problemática, passando a atacar Azevêdo, ficando ele ao “lado” da PM paraibana, algo rechaçado pela própria categoria por um simples fato: não ter, ele, representatividade alguma no seio da tropa.
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