Categorias: Política

Presidente do PT-PB rebate declaração de Cabo Gilberto sobre denúncia contra Bolsonaro: “Seletividade desonesta”

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O presidente do Partido dos Trabalhadores na Paraíba (PT-PB), Jackson Macedo, criticou as declarações do deputado federal Cabo Gilberto (PL) a respeito da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro. Para Jackson, as palavras ditas pelo parlamentar não devem ser levadas em consideração.

À imprensa, o deputado Cabo Gilberto classificou a denúncia apresentada pela PGR como perseguição contra o ex-presidente Bolsonaro e desqualificou as provas apresentadas pela Polícia Federal. Para o líder do PT na Paraíba, o deputado do PL aplaudiu o Ministério Público e a suprema corte quando o presidente Lula foi condenado e preso.

“A fala do deputado Cabo Gilberto não pode ser levada em consideração porque ela é uma seletividade desonesta. Ele bateu palma pra [juiz federal Sérgio] Moro e [procurador da República Deltan] Dallagnol quando prenderam o presidente Lula de forma equivocada, até porque foi provado nas cortes superiores que aconteceu uma perseguição política ao presidente. Ou seja, naquele momento, ele batia palma pro Ministério Público, batia palma pro STF. E agora, ele condena a Justiça brasileira, ele condena a Procuradoria Geral da República, ele diz que é perseguição política, que é uma perseguição a Bolsonaro. Você não pode levar isso em consideração”, afirmou Macedo.

Jackson chamou atenção para que as investigações conduzidas pela PF, assim como, as denúncias apresentadas pela PGR, não sejam vistas como uma condenação antecipada dos denunciados e defendeu que os citados pela Procuradoria tenham o direito de apresentar seus argumentos de defesa. “Eu não vou aqui usar o que fizeram com o PT durante muito tempo. Quando o Dallagnol fazia denúncia à Justiça contra os nossos companheiros, muita gente antecipava a condenação. Eu não vou fazer isso. Eu quero que o Bolsonaro tenha um amplo direito de defesa, não só ele, mas aquelas trinta pessoas que foram arrolados no processo. Agora, as denúncias são gravíssimas”, concluiu o presidente do PT-PB.

PB Agora

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